quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
desculpas pel ausência
Gostaria de me desculpar pela longa ausência, tive alguns problemas, mas já estão com a solução em andamento! Beijos e obrigada pela compreensão!
pensamento de Fernando Pessoa
Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Até quando?
Até quando vamos ter aguentar os ataques entre adversários políticos que, durante a campanha eleitoral esquecem a verdadeira finalidade da exposição de suas imagens e passam a atacar uns aos outros nas suas pessoalidades? Onde ficou a essência da palavra democracia, se passamos todo o tempo de ouvidos e olhos cheios de manipulações baratas que só alienam e em nada contribuem para um melhor entendimento político por parte da população? Até quando temos que presenciar farsas como o toque de uma bolinha de papel que tem o efeito de uma bola de chumbo na mídia falsa e parcial desse país? Porque cada um dos candidatos não faz sua proposta de governo e espera que o povo, ao julgá-las, juntamente com as açõe políticas desses candidatos, vote e faça valer sua cidadania?
O que se vê no segundo turno das eleições para presidente do Brasil é uma verdadeira guerra em que a ética e a moral que, segundo aristóteles, deveria direcionar a política, são aniquiladas pela ganância do poder pelo poder. Um forte abraço!!
O que se vê no segundo turno das eleições para presidente do Brasil é uma verdadeira guerra em que a ética e a moral que, segundo aristóteles, deveria direcionar a política, são aniquiladas pela ganância do poder pelo poder. Um forte abraço!!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Entrevista de Helder pinheiro à Revista da cultura
A seguir uma pequena parte da entrevista que o professor Helder Pinheiro (UFCG e UFPB) deu à Revista da Cultura, é uma provocação para que os enteressados a busquem na íntegra, pois vale a pena. Abraços!!!
A poesia infantil ainda é dependente da escola? Como os pais podem trazê-la para o cotidiano? Por que há tanta dificuldade nesse aspecto?
Acho difícil pedir alguma coisa aos pais que, em sua maioria, não leem poesia. Mas todos tiveram infância e poderiam buscar na memória os jogos, as brincadeiras poéticas, as estrofes que por ventura aprenderam e transmiti-las às crianças. Sobretudo nesta fase pré-escolar. Os pais que podem comprar livros poderiam ler mais com os filhos, brincar com a linguagem, encenar com as crianças, fazer jogos dramáticos com elas a partir de histórias e poemas. José Paulo Paes lembra que “Poesia/ é brincar com palavras/ como se brinca/ com bola, papagaio, pião”. Deixar-se contaminar pela poesia, não procurar interpretá-la, tirar lição de moral. Simplesmente ler, ler e brincar. E repito: ler sempre, não apenas uma vez ou outra. Quanto às dificuldades, elas nascem da pouca familiaridade de professores com a poesia e do desconhecimento de metodologias mais lúdicas, que favoreçam a interação das crianças com os poemas.
A forma como a escola apresenta a poesia à criança é pouco atrativa?
Há no mercado excelentes obras sugerindo modos de aproximar a criança da poesia de maneira mais sensível. O problema é que muitas vezes a escola associa a poesia aos conteúdos a serem aprendidos e não à vivência da oralidade, do ritmo. Há livros do segundo ano do fundamental preocupados em fazer a criança aprender o que é verso, o que é rima, etc. Ou seja, quer-se ensinar um conteúdo teórico sobre poesia, ao invés de possibilitar um maior tempo de convivência com ela. Sem falar no fato de que os livros didáticos continuam trazendo poemas para estudar ortografia e outras barbaridades. Muitas vezes as crianças têm nos primeiros cinco anos do fundamental uma vivência até rica com a poesia, mas a partir do sexto ano, começa a rarear. É preciso cultivá-la sempre, todos os anos, todas as fases e sempre com poemas que, de algum modo, atendam ou questionem o horizonte de expectativas do leitor. Mas há outras questões que interferem – não vamos sempre querer culpar a escola. Quantos programas de TV e rádio se voltam para a poesia de um modo atraente? Onde está a poesia nos espaços de nossas cidades? Como são nossas bibliotecas? Que livros de poemas são apresentados aos jovens? E já viram a pobreza do mercado editorial da poesia se comparado à narrativa em geral, à auto-ajuda?
A poesia infantil ainda é dependente da escola? Como os pais podem trazê-la para o cotidiano? Por que há tanta dificuldade nesse aspecto?
Acho difícil pedir alguma coisa aos pais que, em sua maioria, não leem poesia. Mas todos tiveram infância e poderiam buscar na memória os jogos, as brincadeiras poéticas, as estrofes que por ventura aprenderam e transmiti-las às crianças. Sobretudo nesta fase pré-escolar. Os pais que podem comprar livros poderiam ler mais com os filhos, brincar com a linguagem, encenar com as crianças, fazer jogos dramáticos com elas a partir de histórias e poemas. José Paulo Paes lembra que “Poesia/ é brincar com palavras/ como se brinca/ com bola, papagaio, pião”. Deixar-se contaminar pela poesia, não procurar interpretá-la, tirar lição de moral. Simplesmente ler, ler e brincar. E repito: ler sempre, não apenas uma vez ou outra. Quanto às dificuldades, elas nascem da pouca familiaridade de professores com a poesia e do desconhecimento de metodologias mais lúdicas, que favoreçam a interação das crianças com os poemas.
A forma como a escola apresenta a poesia à criança é pouco atrativa?
Há no mercado excelentes obras sugerindo modos de aproximar a criança da poesia de maneira mais sensível. O problema é que muitas vezes a escola associa a poesia aos conteúdos a serem aprendidos e não à vivência da oralidade, do ritmo. Há livros do segundo ano do fundamental preocupados em fazer a criança aprender o que é verso, o que é rima, etc. Ou seja, quer-se ensinar um conteúdo teórico sobre poesia, ao invés de possibilitar um maior tempo de convivência com ela. Sem falar no fato de que os livros didáticos continuam trazendo poemas para estudar ortografia e outras barbaridades. Muitas vezes as crianças têm nos primeiros cinco anos do fundamental uma vivência até rica com a poesia, mas a partir do sexto ano, começa a rarear. É preciso cultivá-la sempre, todos os anos, todas as fases e sempre com poemas que, de algum modo, atendam ou questionem o horizonte de expectativas do leitor. Mas há outras questões que interferem – não vamos sempre querer culpar a escola. Quantos programas de TV e rádio se voltam para a poesia de um modo atraente? Onde está a poesia nos espaços de nossas cidades? Como são nossas bibliotecas? Que livros de poemas são apresentados aos jovens? E já viram a pobreza do mercado editorial da poesia se comparado à narrativa em geral, à auto-ajuda?
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
CONINFA
Gostaria de informar e convidar a todos os interessados em eventos culturais para passar em Paulo Afonso-BA, entre os dias 22 e 25, de setembro quando acontecerá o CONINFA, Congresso Interdisciplinar da Fasete - faculdade Sete de Setembro. É um evento que abrange várias áreas do conhecimento e contará com a presença de pessoas importantes e palestrantes ligados as áreas de Administração, Letras, Direito, Sistemas de informação, entre outros. No sábado haverá mini cursos com abordagens de diversosos assuntos. Sejam bem vindos!
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